Petiscos
11/12/2007
Evento reúne 31 bares para eleger o melhor petisco da cidadePetiscar.
O dicionário define como comer um pouco para provar, mas quem já provou
um bom petisco sabe que o pouco pode tornar-se dúzias em um curto
espaço de tempo.
Neste final de semana, em São Paulo, um
evento reuniu um festival de sabores: o Boteco Bohemia, que acontece
anualmente, elegeu o melhor petisco da cidade. A tarefa foi difícil,
afinal eram 31 bares concorrendo, cada um com uma delícia peculiar.
Percorrendo
a casa de eventos, as pessoas podiam saborear seus petiscos favoritos e
tirarem suas conclusões. Para a estudante de gastronomia Paula Soares,
que degustava um suculento bolinho de camarão cremoso, a diversidade de
sabores era o principal atrativo da festa "A apresentação dos petiscos
é muito criativa e a cada ano os bares se superam incrementando ainda
mais as receitas".

Antes
da primeira mordida, a curiosidade já estava aguçada com os nomes dados
aos petiscos.
O "disco voador de corno", por exemplo, uma invenção do
Bar dos Cornos, trazia uma espécie de pastel redondo grande com carne
móída temperada, queijo e vinagrete. Apesar de alguns se recusarem a
comer a iguaria, devido ao nome dado à ela, a brincadeira na fila era
sempre a mesma: que quem mordesse o disco assinaria o atestado de
corno.

O
"sempre quis mas nunca tive coragem", também atraia a atenção do
público com o nome mais inusitado da disputa. O petisco foi inspirado
no kebeb europeu, especialidade turca feita com carne de carneiro. O
nome foi escolhido para desmistificar a conotação muitas vezes negativa
que o kebeb tem no Brasil.

Os
petiscos, que geralmente servem de acompanhamento para aquela
cervejinha do happy hour, tornaram um evento uma verdadeira orgia
gastonômica. Um dos destaques apresentados no evento foi o "Filé
Amigo", um petisco de filé recheado com queijo coalho, empanado com
amendoim, castanha de caju e gergelim, frito no espetinho. Para comer
de olhos fechados... Este ano as novidades enchiam os olhos (e o
estômago, logo após) de qualquer mortal que se permitisse entregar-se
aos prazeres da gula.

No
bar Birô o "Pastel de polenta recheado com rabada" era praticamente
disputado a tapas. Feito com massa de polenta e recheio de carne da
rabada com temperos, o petisco foi criado especialmente para concorrer
no evento.

Mas
quem ganhou a disputa foi a Cestinha de Pernil, uma empada de pernil
servida com lascas de pernil, especialidade da casa, que fez uma
adaptação no cardápio para concorrer no Festival. Mesmo antes de ser
divulgado o resultado, havia quem jurasse que era impossível comer uma
só porção do petisco "Quem come uma vez não deixa de repetir", dizia um
dos atendentes do bar, que servia uma quarta generosa porção à uma
cliente.
Caso queira comprovar, abaixo trazemos a receita do
petisco vencedor. E como gosto não se discute, as demais receitas
também estão disponíveis para que você eleja a sua preferida.
Delicie-se!
Veja as fotos dos petiscos pra ficar com água na boca
Cestinha de Pernil
Malandragem carioca
Casadinho de camarão
Delícia da terrinha
Bolennotti
Rabo escondido
Bolinho de Arroz com queijo
canoa do arnesto
Casadinho Sr. Luis e D. Idalina
U QUI HÁ DO PLAY
Bolinho de camarão cremoso
Kafta de cordeiro
Filet Amigo
Cabritada
Trouxinha de Mortadela
Rolezinho doido
Croquete de seu Picollo
Pasteizinhos da Vovó
Delícia de Lelê
Asinha do Avesso na Grelha
Pastelzinho de Calabreza
Crédito:
Cinthia Dalpino